quarta-feira, 30 de maio de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

No sétimo filme do Harry Potter ( o único da série que me comove e empolga), há aquela cena em que o trio principal tá subindo a colina em direção à casa da Luna.  Harry pergunta pra Hermione se ela ainda tá com raiva do Ron. Quem conhece a história sabe que Hermione tem toooodos os motivos do mundo pra estar com raiva do Ron. Aí a Hermione responde :" Eu sempre tô com raiva dele!".Eu tava aqui tentando achar um jeito de explicar como tenho me sentido em relação ao meu trabalho, e eis que me lembrei dessa cena. Não é nenhum spoiler dizer que  Hermione e Ron vivem aquele arranca-rabo clichezento de quem gosta muito mas prefere brigar. Não sei se amores assim existem fora dos livros adolescentes, mas esse " Eu sempre tô com raiva dele" combina muito com o que sinto quando penso no meu trabalho. Todo ano é a mesma coisa: chegam as turmas, gosto  mais de umas  do que de outras, preciso bancar a bruxa má com todas elas, descubro minhas preferências e depois os alunos vão embora. Vou lembrar de alguns, esquecer de outros. Sempre assim.

Ando muito de saco cheio da sala de aula. Eu tô sempre de  saco cheio. Não tô com paciência pra entender que aquele pessoal é adolescente, que a aula de português não é a razão da vida deles, que muitos passaram por tantos fracassos na escola que já entraram na rotina da preguiça e da rebeldia. Há dias em que quero que uma bomba caia na escola! Claro que uma bomba que não cause mortes nem escombro. Queria apenas uma bomba que satisfizesse minha vontade de explodir. Uma bomba abstrata, carregada com toda a minha má vontade , incompreensão e preguiça. Seria uma bomba potentérrima!

Mas tem o outro lado. Aquela escola tá cheia de gente de quem eu gosto. Há uma turma lá, confesso, que é a minha favorita. A relação entre mim e essa turma começou torta, seguindo à risca a tradição de chatice e presepada do nono ano. Sempre é assim: os adolescentes vêm com rebeldia, eu venho com " coloquem-se no seu lugar , a professora aqui sou eu", passo umas semanas de cara fechada, eles se assustam um cadinho e , em algum momento, aquele monte de aluno chato se transforma em um monte de gente legal. Essa turma específica se transformou numa turma maneira e numa turma que aprendeu as novas regras de ortografia. Me transbordo de orgulho toda vez que penso que eles aprenderam direitinho o novo acordo, sabe?  Eles revisaram reportagens de sites engomadinhos,  pegaram a manha do uso do hífen e até me corrigiram quando escrevi uma palavrinha com trema no quadro. As notas de quase todo mundo são bem altas, eles reclamam horrores mas fazem tudo o que eu passo. Cês precisavam versões " final feliz" de Quadrilha , do Drummond, que eles escreveram! Não é o paraíso, mas eu gosto de estar nessa sala de aula.

Na EJA, o ano letivo é de seis meses. Essa turma legal tá indo embora  em julho. Eu pergunto toda aula quais são os planos deles. A maior parte pretende sobreviver ao primeiro ano do Ensino Médio, pra começar. Já é um plano. E eu, exalando toda pieguice que me é peculiar, fico querendo que eles sejam felizes, que fiquem bem, que me convidem pra formatura do Ensino Médio, que ganhem um prêmio Nobel.Já pensou se um deles ganha o prêmio Nobel, vai escrever o discurso de agradecimento, aí se lembra daquela professora de  voz estridente que dizia que saber escrever " antiético" é mais importante que respirar? Que grande emoção seria! Vou ali pegar uns lenços só de imaginar!

Nossa senhora dos professores desmotivados, seja bondosa comigo no semestre que vem.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Existe um manual que ensine a ser adulto? Quer dizer, se existisse, eu não usaria. Quer dizer, eu tentaria usá-lo, mas sofreria tanto que o abandonaria. Quer dizer, eu abandonaria, mas me sentiria tão mal por ter abandonado que tentaria usar mais um pouco. Que dizer, eu ficaria nessa de tentativa e erro a vida toda e depois morreria.Quer dizer, angústia não mata, então eu passaria um tempo achando que ia morrer, mas não morreria porque  garganta inflamada só dói e mais nada. Quer dizer, dor é ruim, mas... Quer dizer. Quer dizer. Quer dizer. Quer dizer.

domingo, 27 de maio de 2012

O livro que eu queria ter escrito


Não sou o publico-alvo. Não entendo nada de cinema nem de ser uma adolescente que fala inglês . Não tinha lido nada a respeito dele. Mas, assim que vi esse livro, dei uma folheada, passei os olhos nas ilustrações, li um trechinho aqui e acolá, eu soube que precisava tê-lo pra mim.

Agora que terminei, tenho uma certeza: eu queria ter escrito.

Cês deviam ler.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há no meu celular umas 200 fotos do Vinícius.  De vez em quando dou uma olhadela nelas. Demoro o olhar naquelas mais lindas por pura necessidade de revê -las. Tudo o que diz respeito a ele chega até mim como uma necessidade.

Vinícius me fez chegar a uma conclusão: não posso ter filhos. Se um menino que não é meu me comove, me afeta, me inunda de tanta beleza, não sobreviverei a filhos meus. Quando der por mim, já terei morrido de tanto amor. Sem metáforas.

Os segundos param quando Vinícius sorri.

terça-feira, 22 de maio de 2012

É maio. Eu tinha esquecido que maio é maio. Maio quase me faz acreditar nas desvantagens de ter nascido numa tarde de junho e nos infernos astrais.  Maio nunca gostou de mim nem eu dele. Simples assim

Nos últimos tempos, tenho evitado o mimimi. Eu não reclamo,não a sério. Posso tagarelar sobre livros, receitas de batata rostie, manhãs de outono. Às vezes,  fico só calada. Silêncio e uma certa antissociabilidade são melhores que mimimi.Mas hoje eu me rendo. Preciso pedir cinco minutos de arrego. Meu notebook deu pau. Peguei uma gripe braba. Meu ouvido esquerdo tá doendo. A Oi inventou uma conta que eu me recuso a pagar. Recebi finalmente um e-mail mais que desejado. A resposta é Não. Uma outra resposta, igualmente esperada não vai chegar. Dei viagens perdidas.  Perdi o fio da meada pela milésima vez.

Hoje, cheguei em casa cansada, pronta pra levar a Amy pro banheiro e emular dores de cotovelo.  Meu coração tá inteiro (até demais ),mas música de amor bandido funciona bem pras dores de Maio.  Lavar o cabelo devolve o equilíbrio do universo.  Eu ia ser feliz essa noite. Mas não há limites pros efeitos dessa droga de mês na minha vida.

O  chuveiro tava com um probleminha;fui tentar consertar. Crec.Quebrei  o cano do chuveiro. 

Porque é Maio, vou dormir sem banho.

E publicar um post idiota totalmente recuado à esquerda.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Eu quero

Fiz esse post ontem usando o  aplicativo do blogger pra Android. Fiquei toda animada com a possibilidade de usar o celular pra postagens, mas logo veio a decepção: não dá pra deixar o post ajeitadinho, justificadinho. Ai, eu tenho um nervoso sem fim de textos recuados à esquerda. Ok, não tentem entender.  
Vim agora rapidinho ajeitar o post e dizer pra vocês que a Querência de hoje é minha. Vão lá no blog da Ju espiar o meu bloquinho foférrimo ( Lia, diz pra Cíntia que o presente dela ganhou o mundo!) e conhecer os outros bloquinhos lindinhos dos leitores do Batom de Clarice.

A Juliana do Batom de Clarice criou uma brincadeira bem legal. Ela pediu que os leitores mandassem  fotos de suas querências literárias. Eu topei a brincadeira.Não costumo anotar os livros que quero ler,então usei um bloquinho fofo que ganhei recentemente pra entrar na brincadeira da minha xará.

P.s.: acabei de descobrir o aplicativo do blogger pro celular e é com ele que estou escrevendo agora. Tentei linkar o blog da Ju no texto,mas não rolou.  De qualquer modo, o blog dela tá ali na "vizinhança".