domingo, 24 de junho de 2012

Eu, ciumenta que fala alto

Sempre rola aquele papo de " nossa, eu não suporto gente que ..." Eu poderia fazer uns 20 posts listando tudo que me faz odiar uma pessoa. Não suporto gente traiçoeira, gente que não defende os amigos, gente que para o carro na frente do meu portão, gente que ouve som ensurdecedoramente alto, gente que critica tudo, gente que se acha muito esperta, gente que estraga a alegria dos outros... 

Daí que tava todo mundo falando do que odiava, quando uma colega legal disse: " eu odeio gente que fala alto, que ri alto . E gente ciumenta? Deus me livre!". Cataplaft! Foi um tapão na minha cara. Minha colega não sabe, mas ela me odeia. Tadinha de mim! O papo acabou ali pra mim. O que mais eu podia dizer? Parece que não há defesa pros ciumentos que falam alto, né? Todos nos odeiam. Buá! Buá!

Eu falo alto, muito alto. Quanto mais animada, disposta e envolvida na conversa, mais alto vou falando. Se o papo for mesmo muito bom, fico saltitando na cadeira achando incrível. Meus alunos me odeiam, as pessoas olham pra minha cara dentro do ônibus, meus amigos afastam o celular da orelha quando conversam comigo. Se é preciso brigar, argumentar, se o sangue ferve, aí mesmo que eu falo bem alto. É por isso que eu não brigo; eu não brigo, eu grito, e quem grita nunca tem razão. Eu tento me controlar. Todo dia de  manhã  decido que vou falar baixinho, que vou sussurrar, que vou ficar calada pelo máximo de tempo que eu puder, mas nunca tive sucesso nesse empreendimento. É mais forte que eu! Juro!

Ah, e eu também sou ciumenta! Não daquele tipo de ciumento de novela que quebra copos e  sabota a vida alheia. Sou daquelas ciumentas que morrem por dentro. O meu ciúme maltrata somente a mim. Eu me afasto, acho que a pessoa não precisa mesmo de mim, faço todo um drama interno. E ninguém nem desconfia de que " tenho ciúme do sol, das águas do mar/ tenho ciúme de tudo/ tenho ciúme até das rrrrroupas queeee tu vestes".

Toda vez que alguém fala mal dos ciumentos, dos que falam alto, me dá uma vontade de dizer: piedade, piedade! Somos boas pessoas, apesar de. Somos educadinhos, apesar de. Pelo menos, eu gosto de acreditar que eu sou. 

 Será que ainda terei leitores pra esse blog depois desse post? Não me odeiem, por favooooor! 

P.S.: E eu nem falei da minha gargalhada...


sexta-feira, 22 de junho de 2012


Ontem mesmo eu dizia que é a vida que manda na gente. Pois é!

Hoje acordei com o coração aos pulos por causa de um sonho. Nele, uma pessoa queridíssima havia se matado, e eu não me aguentava com a angústia provocada por aquela morte. Meu eu do sonho percebia que estava sonhando, mas não conseguia fazer  nada além de se desesperar. Com a morte, o laço distante mas muito apertado se arrebentava. Para sempre. Sem afrouxamentos. Horrível!

Hoje, horas depois que acordei, presenciei uma cena que não queria ter presenciado: um irmão recebendo a notícia da morte de uma irmã. Um laço apertado se arrebentou bem na minha frente.

A morte impõe o maior dos fardos: o silêncio permanente.

"Então (...) tudo o que ela pensou ou sentiu se desfaz e desaparece para sempre."


***
Ninguém precisa ficar preocupado por causa desse post, tá? =)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu, sorteada

Eu tenho cá uma paixonite pelo carteiro da minha rua. Se vocês o conhecessem também suspirariam um pouquinho pelo rapaz. Que sorriso, minha gente! Ele aparece aqui sempre sorridente e trazendo boas notícias, ou melhor, bons pacotes. Geralmente, os pacotes contêm livros. O carteiro fofo já me olha com aquela cara de " mais um ,hein!". Mas da última vez em que esteve aqui, o rapaz se enganou: o pacote que veio de muito longe continha algo tão bom quanto livros. Alguém adivinha  o que é?



Tudo começou com um sorteio no  blog da Luana. Eu adoro um sorteio, mas já me inscrevo com a certeza de que jamais serei contemplada. Bem, dessa vez, me enganei. Não só fui o random. org resolveu gostar de mim, como também fui agraciada com um prêmio muito feliz. 


Chocolate, gente! Chocolate!

Como a Luana mora na Bélgica, o pacote demorou um pouco pra chegar. Quanto mais os dias passavam, maior era a minha expectativa. Bem, a  minha expectativa e a do pessoal aqui de casa também. Tive que proteger as barrinhas das mãos ávidas da minha mãe.




Junto com o chocolate, vieram um wafel e uma cartinha. O wafeli foi devorado pela minha mãe, e a carta se encontra nesse estado que vocês tão vendo aí em cima. Sob o efeito da euforia, rasguei o envelope no lugar errado e  o resultado foi esse aí que vocês viram.

Bem, agora já saí do time dos que nunca ganharam sorteios na internet. Eba!





" E dançar, dançar, dançar..."

E essa Bethânia sempre  me fazendo cantar, cantar, cantar!



"Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar um novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Vou sair da beira do abismo
E dançar e cantar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou..."

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Acontece de a vida sair dos trilhos, apesar de sua vontade ser outra. Se você  fosse a regente do universo, nunca faltariam trilhos, tudo teria uma rota e um norte. Mas a vida é uma danada que agarra com unhas e dentes o controle. A vida manda na gente; a gente não manda na vida. 

Você passou tanto tempo colocando seu comprometimento e vontade em projetos furados que fica sem saber o que desejar. E o que se faz com o medo de perder ainda mais tempo? E se, de fato, você não pode ir muito mais longe do que já foi? E se é só isso mesmo? E se você tiver que se salvar de mais um descarrilamento?E se dessa vez for ainda pior?

Tudo seria mais fácil se o destino estivesse mesmo grafado em mapas astrais, você diz. Eu duvido. 


terça-feira, 19 de junho de 2012

Carrinho de compras

A feirinha de livros voltou pra Nova Iguaçu, e eu fui muito feliz hoje à tarde. Cês não têm noção do que significa pra mim encontrar, por  acaso, um exemplar de Lesão Corporal, da Margaret Atwood. Margaret é a minha favorita, querida, amada. Tive que me segurar pra não dar uns saltinhos na frente da banca.


Comprei ainda, novinhos e por 5 reais cada,  Cine Odeon e Cartão -Postal, da Lívia Garcia- Roza, e O Filho Eterno, do Cristovão Tezza. O exemplar que eu tinha de O Filho Eterno agora mora na estante da Rita, e eu já tava pensando em comprar um outro pra mim. Ó a ação do destino!




Ainda deixei lá, num cantinho que só eu sei qual é, Suave é a Noite e uma antologia de contos, ambos do Fitzgerald. Tive que deixar porque ainda não dei cabo de O Último Magnata e porque  corria o risco de eu ter de voltar a pé pra casa.

P.S.: Se tiver alguém aí de Nova Iguaçu, a feirinha tá danada de boa mesmo! Vale muito a pena.

Coisa boa de ouvir

" Sua risada faz a gente ter vontade de rir também. "