segunda-feira, 23 de julho de 2012

Se um gênio da lâmpada aparecesse por aqui, eu faria um único pedido: me livre dessa sina de ser dramática.

Melhor: eu pediria que cada fio de cabelo arrancado,cada hora de sono perdida,cada praga rogada se convertessem em crédito em conta corrente. Seria legal.

domingo, 22 de julho de 2012

Autoajuda

No fim de tudo,  a gente só deve mesmo é tentar ficar bem. E fazer uma lista das coisa boas pelas quais vale a pena tentar.E pendurar a lista no teto do quarto, bem naquele ponto onde os olhos se fixam ao se abrirem pela manhã.

Claro que não é todo dia que a gente acorda com a cara virada pro teto, mas é bom saber pra onde olhar quando for necessário.

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convites. batatas. lugares que nunca vi. aquele ponto de copa que é  só meu. domingos ensolarados. fotos em murais. encontros compromisso. a sanidade alheia. o mar. os livros que não li.rever arquivo x. lindeza. agregar. deitar no tapete. morango. escrever.

Só pra começar.

E por mais bobo que possa parecer.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brincando de resenhar: Jogos Vorazzzzzzzes

Toda vez que via Jogos Vorazes por aí, eu reforçava em mim a certeza de que jamais leria esse livro. Deus me livre de um livro cujo enredo envolve crianças e adolescentes lutando até a morte numa arena televisionada. Jamais! Um livro assim poderia me levar à desidratação e a sessões extras de terapia. Não, obrigada.  Mas aí surgiu uma oportunidade de adquirir dois livros da trilogia por um preço bem camarada, então decidi me arriscar. Comprei uma caixinha de lenços e comecei a ler.




As dez primeiras páginas são muito promissoras. A gente conhece a mocinha de nome esquisito, a Katniss, a rotina dura da vida das pessoas do lugar onde ela mora,  o melhor-amigo- galã. Sabemos  sobre a Capital e os Distritos que formam um Estado que surgiu após o desaparecimento da América do Norte e que os Jogos Vorazes são um evento político. De cara também, nos deparamos com uma cena de cortar o coração: Katniss, ao ver sua irmã de 12 anos ser selecionada para a arena, se oferece como tributo, nome dado aos participantes dos jogos. Bem, nesse ponto eu pensei:  " agora a chapa vai esquentar!"

Esquentou nada! Apesar da premissa maravilhosa, de personagens muito legais, de uma mocinha porreta, o livro é chatinho. Não estou dizendo que é ruim, não. Mas que faltou um toque de emoção, graça, sei lá. Falta alguma coisa em Jogos Vorazes que eu não sei o que é. Acho que o problema, talvez, esteja no texto. A narrativa não reflete a crueza e a intensidade dos Jogos.Fiquei com a impressão de que a história foi concebida inicialmente como roteiro pra cinema. Enfim, esperava mais e acho que Katniss merecia bem mais.

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Se alguém aí tiver interesse em livros sobre fim da América do Norte e Estados repressores, eu indico muito O Conto da Aia, da Margaret Atwood.

Cês me indicam algum?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

" Se um dia você for embora, me leva contigo"



                                          ( A música é do Tom, mas eu prefiro o Jamie)

Tô precisando me apaixonar, viu? Candidatos, enviem currículo!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu tava triiiiiiste, mas agora tô felizinha.

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Foi uma semana pesada, muito, por muitos motivos - nem vale a pena mencioná-los. Aí, num dia desses, no mais pesado, decidi fugir do trânsito e aparecer de surpresa na casa dos meus tios. Fui recebida com uma declaração de amor  e tanto: " Ju, eu gosto de jogar videogame com você porque você grita muito e não sabe fazer gol." ( Paulo Victor, 6 anos, um exímio jogador de futebol de playstation). A gente vive pra essas coisas, né?

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Um conselho: se você tiver muito na merda e de repente tiver uma inspiração muito inspiradora, acredite na inspiração muito inspiradora. Vai por mim.  
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Nunca peguei o celular de ninguém emprestado. Daí que o meu tava sem bateria e eu precisava muito de um celular hoje. Peguei o cel da minha mãe. Adivinha o que aconteceu? Perdi o celular da minha mãe. Logo o da minha mãe, que é a pessoa mais cri-cri do mundo. Pra não ouvir tanto, passei no shopping e já comprei um outro, pronto. Mas ainda tô aqui intrigada: esse celular sumiu no limbo da minha mochila ou foi furtado. Quer dizer, eu só liguei uma vez e guardei no bolso da mochila. Tenho certeza. Horas depois, fui ver a hora e... cadê o celular? Será que minha mochila é tipo o guarda-roupa de Narnia ou realmente alguém se dignou a furtar o celular velhusco e pobrinho da minha mãe?

domingo, 15 de julho de 2012

Criptografada

Eu deveria ter interpretado adequadamente os sinais. Um homem atravessando a rua, uma pressão interminável no diafragma, pesadelos; o passado se prende a mim como musgo - ou seria mais certo dizer que eu me faço prisioneira?

Eu nunca vou aprender a ler os sinais.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Voar, voar



Minha tia e a melhor amiga vão pra Bahia no fim do mês, e não se fala em outra coisa por aqui. Qualquer coisinha é motivo pra trazer a viagem à tona; estamos todos na expectativa pela chegada do grande dia do embarque. E será mesmo um grande dia. Será a primeira viagem de avião das duas, a primeira viagem pra fora do estado, sem filhos, maridos e obrigações. Serão só as duas e tudo de bom que a Bahia puder oferecer.Eu tô achando o máximo, tô empolgadérrima - e nem vou com elas. É  maneiro ver essas duas ansiosas pelas horas de voo até a Bahia. 


Pra quem tem mais grana e sempre viajou de avião, ou pra pessoas como eu que aprenderam se aproveitar das promoções das passagens, a expectativa de duas mulheres adultas por algumas horas dentro de um meio de transporte pode parecer uma besteira. Agora, pensem que as duas pertencem a uma geração e a uma classe social que nunca teve acesso a avião, que sempre teve como opção de férias as cidades litorâneas aqui do RJ mesmo. Quando cheguei em casa depois do meu primeiro voo ( comprado com um mês de antecedência, parcelado em duas vezes pra que sobrasse mais uma graninha pro táxi), minha tia me disse que eu tinha realizado um dos grandes desejos dela. Deu pra sacar tanta animação?

A compra da passagem pra Bahia envolveu  toda uma preparação.  As duas queriam ir de ônibus, não queriam pagar uma fortuna de avião, não iam saber comprar a passagem, essa coisa de internet é muito difícil, ai, meu deus! Foi uma dureza convencê-las de que era possível encontrar passagens baratas. Todo dia, a amiga da minha tia, que também é minha colega no trabalho, perguntava das promoções, ficava em dúvida, pensava em desistir da viagem, até que por fim compraram. As duas vieram aqui em casa, no meu aniversário, com o pretexto de me dar parabéns, mas o que elas queriam mesmo é que eu  entrasse no site e fizesse a compra. Minha tia não quis ficar perto pra não atrapalhar; a amiga dela, por sua vez, se alojou bem atrás de mim e ficou dando palpites " ei, não vai errar nada!", "  confere o número do cartão, hein!".  Agora, toda vez que as duas se juntam, começam as especulações da viagem. Que mala levar? E se a mala sumir? E se alguém pegar a mala antes da gente? E se  a gente fica presa no banheiro? E se der dor de barriga? E se o avião da conexão for embora? 


Domingo mesmo, numa festinha que houve na casa da minha tia, ficamos todos falando de viajar de avião. A vizinha da minha tia  contou ter pavor do banheiro do avião e por isso foi do Rio ao Maranhão segurando o xixi. Alguém disse que  ficou desesperado na hora da conexão e  perguntou de tempos em tempos à comissária quando seria a hora certa de desembarcar. Eu contei que  não tenho medo, que adoro, que não fiquei nervosa da primeira vez, mas que comparo os momentos de preparação pra aterrisagem àquele brinquedo que despenca em queda livre no parque. Fico com um frio na barriga, a mão gela e agradeço a Deus quando o avião para.  Ah, e também MORRO de medo de perder voo! Sempre sonho, na noite anterior, que perdi o voo. Saio de casa cedíssimo, já com check in feito, e olho pro relógio a cada cinco minutos. Da última vez que fui a São Paulo, quis deixar a paranoia um pouco de lado e me ferrei. Quer dizer, não me ferrei coisa nenhuma porque cheguei na hora certa, mas tomei uma chuva tão forte a caminho do aeroporto que precisei comprar  sapatos novos porque os meus tavam alagados. Acho que foi o destino me castigando por ter saído de casa meia hora mais tarde do que sairia normalmente. Aquela chuva, que parou assim que peguei o ônibus, tinha  a maior cara de praga encomendada.

Bem, mas vamos aguardar os relatos de voo das aventureiras. Tô doida que o fim do mês chegue logo. Minha tia prometeu tirar muitas fotos do avião. A amiga dela diz que, se passar mal, ela vai abrir aquela janela de qualquer jeito, que não tá nem aí pra pressurização, que o importante é sentir um ventinho no rosto.Rá!