Eu fui a Paraty esperando me apaixonar. Não rolou. Faltou química entre a cidade com o chão de pedrinhas que fez calo no meu pé e eu. Em parte, a culpa é minha: mal cheguei de Foz e já estava na estrada de novo; meu corpo se ressentiu. Além disso, tivemos a sorte de fazer o pior passeio de barco de todos os tempos. Todo mundo diz que as quatro horas dentro da escuna poderiam passar muito rápido. Rá! André e eu contamos os segundos pra descer do barco e nunca mais voltar. A combinação de comida cara e intragável mais um músico que não sabia as letras das músicas e ria das próprias piadas homofóbicas detonou a nossa boa vontade.
Pra ser ainda mais justa, fui na expectativa de encontrar uma Tiradentes com mar. Sei lá, a mesma arquitetura, as mesmas ruas de pedras... Paraty é bem diferente de Tiradentes, a começar pelo fato de ser uma cidade bem maior. Além do mais, Tiradentes é dos lugares que mais amo; uma comparação com Tiradentes nunca será justa, né?
O mais interessante nisso tudo é que, apesar de todos os atropelos, todas as fotos ficaram bonitas. Uma das fotos de que mais gosto,aliás, foi tirada no tal passeio de barco. Eu, putíssima, presa naquele barco, ouvindo aquele cantor destruir tudo que cantava,
e a foto linda, iluminada, divertida. Não confiem em fotos, gente! Mas é que Paraty torna qualquer foto boa de se ver. Êta cidade fotogênica!
Olhem só:






