sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ano passado,  a Tati me mostrou um tumblr muito legal, o  Leitura ao Pé do Ouvido. A proposta era reunir áudios de pessoas dos mais diversos lugares do Brasil lendo trechos de livros queridos. Nada de leitura à la narrador de comercial de televisão com voz bonita, a graça estava em ouvir gente comum lendo aquele monte de palavras  que os nossos autores do coração tão bem sabem arranjar.

Eu estava aqui mexendo no meu e-mail, quando me deparei com a gravação que mandei pros organizadores. Aí pensei: vou postar lá no blog. Li o meu trecho favorito do  meu livro favorito  Precisei gravar umas duas vezes porque sou expert nessa arte de hesitar e atropelar as palavras. Vocês não vão botar reparo, né?

Vão lá no Leitura ao Pé do Ouvido, gente!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Não sou mãe de ninguém- nem tia, nem irmã mais velha. No máximo, chego a prima mais velha e madrinha. Sei alguma coisa sobre autoridade, broncas e puxão de orelha metafórico porque dou aulas  e, como digo mil vezes aos alunos que me chamam de chata, sou paga pra ser mais que chata; sou paga pra ser a mala sem alça. Ser chata é um prazer e dever, querido aluno! Meus alunos têm 12 anos. Pra que fossem meus filhos, eu precisaria ter dado à luz aos 18. Quando muitos deles dizem que tenho a idade dos pais deles, eu acredito, claro, mas não consigo encontrar nenhuma identificação com essas pessoas que tiverem filhos jovens e agora são responsáveis por aquelas crianças que me enlouquecem. Não tenho a menor ideia do que significa ser responsável pela vida de uma pessoa. Só posso imaginar. Mas ontem me vi entendendo o que uma mãe sente ao ver uma menina - uma menina sua -metendo os pés pelas mãos. 

Não sou de dar conselhos, não sou de virar amiga de aluno. Dou aula pra crianças de 12 anos ( pra mim, 12 anos é idade de criança, sim! Vai conversar com uma pessoa de 12 anos e me diz depois se não é criança). Não tem como ser professora/ amiga de pessoas dessa idade. Pelo menos, eu não tenho a menor ideia de como se faz isso. Então não foi como amiga que chamei uma aluna num canto, depois da aula, e disse pra ela que eu tava preocupada, que tava tudo errado, que eu ia passar sermão mesmo, que eu ia chamar os responsáveis dela. Dei um sermão. Mas não foi um sermão daqueles pra fazer criança ficar quieta e prestar atenção na aula. Olhei aquela menina nos olhos, tomada por uma necessidade de que ela me entendesse, de que ela pudesse ver a vida dela sob minha perspectiva. Conversando com aquela menina, eu me senti adulta pela primeira vez na vida. Adulta de um jeito assustador: por um lado, eu conseguia antever as consequências dos atos dela e tinha propriedade pra garantir a ela que nenhum sofrimento é infinito; por outro, me vi ansiosa pra que minhas palavras não entrassem por um ouvido e saíssem por outro.

A menina me ouviu atentamente; olhos rasos, vermelhos. Ela não brigou, não gritou , não me disse que eu não sabia de nada da vida dela. Mas aqueles olhos me disseram algo que nunca ninguém tinha me dito: você é adulta,  você não sabe como é ter 12 anos como eu. 

E deve ser verdade. Não me lembro mesmo como é ter 12 anos.


(Esse post tá meio capenga nos quesitos coesão, coerência, palavras no lugar certo. Tentei dar jeito, mas não consegui. Relevem, por favor! =/)

sábado, 5 de julho de 2014

Presente

Quando menina, eu queria algumas coisas, dentre elas: ficar presa num ônibus no meio de uma avalanche e conhecer Salzburgo. Tudo por causa desse livrinho:



Um ônibus do tamanho do mundo foi o livro que mais reli durante a infância. Escrevi muitas histórias depois das releituras porque queria inventar uma história como aquela eu mesma. E isso é bonito em livro, né: essa vontade que desperta na gente de ter um pouco daquele poder de criar.

Em junho agora, quase realizei esse desejo de menina. As burocracias, no entanto, me fizeram colocar o desejozinho em stand by, mas aí veio meu aniversário, veio o André e Salzburgo tá de novo pertinho de mim.

Agora vou reler o meu livrinho. Será que tem chance de cair uma avalanche de neve no Rio de Janeiro? 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Meu namorado

Ouço e os cabelinhos do braço ficam tudo de pé:

A versão incrível da Carminho


A versão original da Simone


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Beijo, Balzac!

Tenho uma idade nova. Agora tenho 30. Já me perguntaram como é ter 30, e eu respondi a verdade: não tenho a menor ideia. Faz menos de uma semana que mudei de idade. Por enquanto, posso dizer que 30 é melhor que 29; eu detestava 29 -  é um número antipático. Já me perguntaram também se a crise dos 30 me pegou, e eu respondi que até agora não e nem tô esperando que ela chegue. Se eu tivesse que falar algo sobre os 30 anos, diria aquele clichê de que " estou muito melhor hoje do que aos 20". Um ótimo clichê, uma verdade no que diz respeito a mim. Aos 20, eu era milhões de vezes mais insegura, mais cheia de manias, tinha os ovários cheios de cistos, sofria de ansiedade generalizada e não sabia, não tinha dinheiro pra nada. Dez anos depois,  não sou nem de longe um modelo de sucesso nem aquilo que eu imaginava que seria aos 30 anos, mas tô bem, tô mais em paz com a rotina,  viver cansa e dói menos - ou talvez eu tenha me acostumado com o fato de que a vida dói mesmo e ponto. Aos 30, faço menos mimimi, eu acho.

No mais esse aniversário, foi exatamente como os outros. Quer dizer, foi não. Dessa vez, passei parte do dia dormindo ( e babando) no banco traseiro de um carro, voltando de Minas. E no domingo,  teve festa junina, o tipo de festa que eu jamais pensei que faria. Foi um arraiá bom, do jeito que eu espero que as festas sejam: com as pessoas que realmente importam e comida boa.











E como eu sou mimadíssima, não tive nenhum trabalho pra que essa festa acontecesse. Minha prima organizou tudo, minhas tias e minha mãe cozinharam, meus tios assaram o churrasco, Sueli se juntou à minha prima na decoração, Fabrício estendeu bandeirinhas e fez o bolo de aipim mais disputado. A minha única contribuição foram as plaquinhas pra identificar a comida, com suas bandeirinhas mal desenhadas.

Ahhh, claro, preciso citar ainda que esse aniversário também foi diferente porque tive a honra da presença ilustre do Felipe. Uma pessoa da internet na minha festa, gente! hihihi

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Melhor lugar

Eu ia pro Chile, mas desisti. Ia pra Lisboa, mas o passaporte não saiu a tempo. Então vim pra cidade mais delicada.






O tanto que amo Tiradentes, gente!


domingo, 22 de junho de 2014

A beleza

Acabei de descobrir essa mulher e ainda não consegui tirar o queixo do chão e enxugar as lagriminhas: