Sempre acontece. Alguém chega perto de mim e diz: nossa, você é igualzinha à minha prima/vizinha/colega ou à irmã da enteada do meu avô. Ouço também: Você é irmã/prima/ sobrinha/ qualquer parente da (do) fulaninha (o)? Ouço tanto que já tenho resposta no automático. Não, eu não tenho irmãos de sexo nenhum e não me pareço com nenhum parente meu. E eu não pareço mesmo com os meus parentes mais próximos. Eu não me pareço com a minha mãe.
( não tô sabendo organizar esse post em parágrafos decentes, então vou abrir um outro parágrafo agora porque ninguém merece um blocão enorme de texto)
Alíás, se estiverem 3 mulheres numa sala, todas com a mesma idade da minha mãe, e eu pedir que apontem quem é a minha mãe, tenho certeza de que vão indicar a pessoa errada. Já aconteceu! Quer dizer, não aconteceu, nunca fiz esse experimento. Mas já aconteceu assim: minha mãe e eu fazíamos parte de um grupo. Esse grupo se via toda semana. Eu não ficava perto da minha mãe quando o grupo se reunia, ficava perto das minhas amigas porque era mais legal ficar perto delas. Passei uns 3 anos nesse grupo. Durante uns dois anos, as pessoas achavam que eu era filha da moça que sentava do lado da minha mãe. Descobri isso num dia em que falei uma coisa óbvia tipo " peraê que vou perguntar pra minha mãe" e fiz a pergunta pra pessoa sentada ao lado daquela que todo mundo achava que era minha mãe. Uma maluquice!
As pessoas me achavam parecida com a minha vó. Eu nunca achei. Quer dizer, numas fotos minhas lá pelos 6, 7 anos, até vejo umas semelhanças. Mas depois fiquei tão grande e bochechuda que não consigo mais ver semelhança entre mim e a figura pequena da minha vó. A gente tinha vozes parecidas ao telefone, as pessoas confundiam. As pessoas achavam minha mãe em minha vó parecidas. Nunca achei. Minha vó era igualzinha à irmã mais nova dela. Tão parecida que eu me assustava de ver a cara da minha vó no corpo de alguém com um jeito tão diferente. Olhar pra minha tia era como olhar pra uma versão meio desconfigurada da minha vó. Já a outra irmã tem o cabelo e a personalidade bem parecidos com os da minha vó, então todo mundo dizia que eram idênticas, mas nunca foram. As pessoas se deixam influenciar por um corte de cabelo.
( Vou abrir um outro parágrafo. Ainda tô falando da mesma coisa, mas vocês vão sentir falta de um link entre o parágrafo aí de cima e esse novo. Devia ter rolado aquela coisa de articular as partes do texto, mas não rolou!)
As pessoas me achavam parecida com a minha vó. Eu nunca achei. Quer dizer, numas fotos minhas lá pelos 6, 7 anos, até vejo umas semelhanças. Mas depois fiquei tão grande e bochechuda que não consigo mais ver semelhança entre mim e a figura pequena da minha vó. A gente tinha vozes parecidas ao telefone, as pessoas confundiam. As pessoas achavam minha mãe em minha vó parecidas. Nunca achei. Minha vó era igualzinha à irmã mais nova dela. Tão parecida que eu me assustava de ver a cara da minha vó no corpo de alguém com um jeito tão diferente. Olhar pra minha tia era como olhar pra uma versão meio desconfigurada da minha vó. Já a outra irmã tem o cabelo e a personalidade bem parecidos com os da minha vó, então todo mundo dizia que eram idênticas, mas nunca foram. As pessoas se deixam influenciar por um corte de cabelo.
( Vou abrir um outro parágrafo. Ainda tô falando da mesma coisa, mas vocês vão sentir falta de um link entre o parágrafo aí de cima e esse novo. Devia ter rolado aquela coisa de articular as partes do texto, mas não rolou!)
Acabei de lembrar de uma história aqui. Eu tava numa van, voltando do trabalho, quando uma mulher olhou pra mim e disse: "poxa, você não levou água lá em casa hoje? Ficamos sem água!" E eu com cara de "hã?". A mulher insistiu: " não lembrada de mim? Sou fulanete! Da rua X." Olha, moça, a senhora tá me confundindo com alguém. " Ué, você não é a menina lá do depósito de água?" Não, não sou! " Mas é igualzinha! Nossa! Muito igual!" tive que contar pra ela que eu trabalhava naquela escola ali atrás, que eu morava muito longe dali, que nunca vendi água pras pessoas. Sempre penso que numa dessas de " mas é igualzinha!" apanho na rua sem saber por quê. Seria bom ter uma cara menos comum. Seria mais seguro.
( coesão e coerência, mandaram um beijo pra esse post, mas, tudo bem, o importante é sentir vontade de escrever aqui e não largar pela metade!)
