segunda-feira, 11 de maio de 2015

Esse blog era tão melhor em 2012. Eu não era uma pessoa melhor nem 2012 foi um ano memorável, mas o blog certamente era mais bacana. 

Eu queria ser a blogueira que eu era em 2012. Ignorem os posts de 2015, gente! Vão lá no arquivo e leiam o que escrevi há 3 anos.

****

Se eu escrevo no celular (como agora), há 150% de chance de o post ficar uma bosta.


Fora que o App do Blogger não tem o recurso de alinhar o texto. Fica tudo recuado à esquerda. Que desespero! Odeio posts recuados à esquerda.

***

Dia desses, eu li um post da Maeve em que havia uma observação pequenininha no final, dizendo que ela sentia falta de as pessoas perguntarem por que ela estava escrevendo tão pouco no blog. Eu interpretei essa afirmação  como sintoma de algo que tb sinto: uma crise provocada pela falta de comentários nos posts. Muito me identifiquei com a Maeve.

Pois bem, num mundo ideal, eu teria deixado um comentário dizendo que sinto mesmo falta de mais posts dela, que leio tudo que ela escreve assim que vejo atualização. No mundo real, li o post, adorei, continuarei lendo o blog da Maeve, mas não deixei nenhum comentário. Eu dificilmente deixo comentários nos blogs. Quanto mais gosto de um blog, menos comentários eu deixo. Eu nunca tenho o que dizer sobre nada, imagina sobre um texto tão legal que a pessoa disse tudo.


Gosto de acreditar que vocês são como eu. To imaginando vcs lendo esse post silenciosamente, depois fechando a página e pensando: gosto tanto do Fina Flor, tomara que a Ju escreva logo outro post pra eu voltar aqui.

Não decepcionem a minha imaginação, por favor!

***
O blog tem essa página no facebook, cujo link tá aí do lado, e, dentre as pessoas que curtiram a página, há alguém que tem um nome composto formado pelo meu nome e o nome da minha mãe. Eu acho tão incrível que exista alguém com o nome assim. Minha mãe ia gostar de saber da existência dessa porque nossos nomes foram primeiro os nomes das avós dela. 

Vou contar pra minha mãe!

***
Assim que publicar esse post, vou abrir o Blogger no computador e alinhar o texto. Não consigo me concentrar na vida se tiver um texto desalinhado no Fina Flor.

Não fica melhor tudo alinhadinho?

Fica sim!

domingo, 3 de maio de 2015

Ainda sobre semelhanças

Entrei na sala dos professores e minha colega disse: 

- Você assim, entrando, de longe, pareceu um pouco com a K.

E eu me dei conta de que o post anterior está incompleto.  K. é a minha chefe, e a frase que  eu mais ouço no trabalho é " eu pensei que fosse a K." Minha chefe e eu temos em comum a cor da pele, o tipo de cabelo e nada mais. Ela é uns 20 anos mais velha, eu sou 20 quilos mais gorda. Somos muito diferentes. Mas os alunos vivem me confundindo com ela, especialmente quando tão subindo as escadas, fazendo merda.

- Ih, lá vem K. ! Corre! 

 E saem todos desembestados escada acima. Ninguém quer que a diretora te veja brincando de lutinha nos degraus do terceiro andar, então todo mundo corre quando aparece o vulto de uma mulher de pele escura e cabelo preto e curto. Mas sempre tem um mais atento que percebe que aquele vulto é mais encorpado, que a voz que tá brigando é mais aguda:

- Não é a K., não! É  só aquela professora de português.

aquela professora de português!

Que bom que a minha autoestima está em dia, né? 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Minha cara

Sempre acontece. Alguém chega perto de mim e diz: nossa, você é igualzinha à minha prima/vizinha/colega ou à irmã da enteada do meu avô. Ouço também: Você é irmã/prima/ sobrinha/ qualquer parente da (do) fulaninha (o)? Ouço tanto que já tenho resposta no automático. Não, eu não tenho irmãos de sexo nenhum e não me pareço com nenhum parente meu. E eu não pareço mesmo com os meus parentes mais próximos. Eu não me pareço com a minha mãe.

( não tô sabendo organizar esse post em parágrafos decentes, então vou abrir um outro parágrafo agora porque ninguém merece um blocão enorme de texto)

 Alíás,  se estiverem 3 mulheres numa sala, todas com a mesma idade da minha mãe, e eu pedir  que apontem quem é a minha mãe, tenho certeza de que vão indicar a pessoa errada. Já aconteceu! Quer dizer, não aconteceu, nunca fiz esse experimento. Mas já aconteceu  assim: minha mãe e eu fazíamos parte de um grupo. Esse grupo se via toda semana. Eu não ficava perto da minha mãe quando o grupo se reunia, ficava perto das minhas amigas porque era mais legal ficar perto delas. Passei uns 3 anos nesse grupo. Durante uns dois anos, as pessoas  achavam que eu era filha da moça que sentava do lado da minha mãe. Descobri isso num dia em que falei uma coisa óbvia tipo " peraê que vou perguntar pra minha mãe" e fiz a pergunta pra pessoa sentada ao lado daquela que todo mundo achava que era minha mãe. Uma maluquice!

As pessoas me achavam parecida com a minha vó. Eu nunca achei. Quer dizer, numas fotos minhas lá pelos 6, 7 anos, até vejo umas semelhanças. Mas depois fiquei tão grande e bochechuda que não consigo mais ver semelhança entre mim e a figura pequena da minha vó. A gente tinha vozes parecidas ao telefone, as pessoas confundiam. As pessoas achavam minha mãe em minha vó parecidas. Nunca achei. Minha vó era igualzinha à irmã mais nova dela. Tão parecida que eu me assustava de ver a cara da minha vó no corpo de alguém com um jeito tão diferente. Olhar pra minha tia era como olhar pra uma versão meio desconfigurada da minha vó. Já a outra irmã tem o cabelo e a personalidade bem parecidos com os da minha vó, então todo mundo dizia que eram idênticas, mas nunca foram. As pessoas se deixam influenciar por um corte de cabelo.

( Vou abrir um outro parágrafo. Ainda tô falando da mesma coisa, mas vocês vão sentir falta de um link entre o parágrafo aí de cima e esse novo. Devia ter rolado aquela coisa de articular as partes do texto, mas não rolou!)

Acabei de lembrar de uma história aqui. Eu tava numa van, voltando do trabalho, quando uma mulher olhou pra mim e disse: "poxa, você não levou água lá em casa hoje? Ficamos sem água!" E eu com cara de "hã?". A mulher insistiu: " não lembrada de mim? Sou fulanete! Da rua X." Olha, moça, a senhora tá me confundindo com alguém. " Ué, você não é a menina lá do depósito de água?" Não, não sou! " Mas é igualzinha! Nossa! Muito igual!" tive que contar pra ela que eu trabalhava naquela escola ali atrás, que eu morava muito longe dali, que nunca vendi água pras pessoas. Sempre penso que numa dessas de " mas é igualzinha!" apanho na rua sem saber por quê. Seria bom ter uma cara menos comum.  Seria mais seguro.

( coesão e coerência, mandaram um beijo pra esse post, mas, tudo bem, o importante é sentir vontade de escrever aqui e não largar pela metade!)


Pensei que precisava do conforto que só vem de comida e me veio à cabeça cenouras  - raladinhas, com azeite, huuum... chego a sentir o cheiro. De onde tirei a ideia de que cenoura é comfort food?

Pensei em cenouras e em me enrolar na minha mantinha azul. Pensei em chorar um cadinho mais, depois levantar, ralar cenouras, fazer arroz fresco e comer quietinha. Emma deitada na sua caminha azul ali no canto da cozinha.

Pensei em muito silêncio e no gostinho de cenoura e azeite na boca.

terça-feira, 14 de abril de 2015

- O que você fez no cabelo?
- Penteei.

A pergunta foi feita pela colega. A resposta foi minha.



***
 - Tá bonita! Você não vinha bonita assim quando dava aula pra gente!

 A., 12 anos, minha ex-aluna. Nesse dia, eu tava usando brinco. Nunca lembro de botar brinco às 6h da manhã.

***

Meus sapatos nunca foram muito limpos, mas ficam piores quando uso no trabalho. Minhas horas na escola envolvem muitos pisões no pé, muitos mesmo. Não são pisões violentos, não chego nem a dar gritinhos ao sentir a pressão dos pezões juvenis sobre os meus. São mais esbarrões. Aquelas pessoas de 12 anos não sabem chegar perto de mim sem esbarrar na minha sapatilha rosa mais ou menos limpa.  Olho pra baixo e vejo as marquinhas de tênis na ponta do meu pé. " Meu pé, toma cuidado com meu pé!" Acho que vou fazer uma plaquinha. É uma ideia, hein!

Uma professora horrorosa que tive na faculdade tinha alertado que as pessoas do sexto ano são adeptas do contato físico. São abraços, beijos, um cutucão no cotovelo, um  esbarrão nas costas. A professora falava como se tudo isso fosse uma tortura.

Essas pessoas não conseguem ficar na tua frente quietas. Falam e puxam tua blusa. Falam e se apoiam na teu ombro. Falam e testam a capacidade 
de extensão do teu cabelo. " Teu cabelo esticaaaa, professora! E, se soltar, enrola de novo!" E nisso as mechas puxadas nunca voltam pro lugar em que cuidadosamente as coloquei de manhã. Eu prefiro que não mexam no meu cabelo, sabe.

***

Antes do almoço, lavo as mãos e uma aguinha preta escorre delas. Tinta da caneta pilot. Só não odeio mais a caneta pilot pq usei giz por um ano e nada pode ser pior que sair de uma sala de aula com a roupa cheia de giz. 

***
Eu gosto dos abraços que recebo na escola. Não são torturantes. Muitas vezes são os únicos que recebo na semana toda. 

sábado, 11 de abril de 2015

33 perguntas

Peguei no blog da Raquel.



1. Por que você costumava levar bronca quando criança?
Por se chorona, o que acabou me transformando numa adulta que só chora em enterros ou no divã.

2. Qual foi a última vez em que você saiu sem rumo?
15 de maio de 2014. Mas sair sem rumo pra mim nunca significa coisa boa.

3. Três objetivos para seu futuro…
Viajar, conseguir aprender inglês o suficiente pra viajar sozinha e deixar o cabelo crescer.

4. O que você encontraria se abrisse a geladeira neste exato momento?
Na minha parte da geladeira, tem requeijão, iogurte e legumes que não serão comidos. Os bombons e o sorvete são da roommate.

5. Qual tecnologia ocupa mais o seu tempo?
Celular.

6. Uma coisa usada que você comprou…
Metade dos meus livros veio de sebos.

7. Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?
Corro pro banheiro.

8. Do que você precisa neste exato momento?
Coragem pra me levantar da cama.

9. Qual foi a última coisa que você leu, ouviu ou assistiu que te inspirou?
Faz muito tempo que não me sinto inspirada.

10. Um souvenir que você comprou ou ganhou…
Ih, nenhum!

11. O que te deixa estressada?
Desrespeito e gente que fica de mimimi eternamente.

12. Já morou em outro país além do Brasil?
Não, e não consigo me imaginar morando fora do Rio.

13. Você tem tatuagem?
Não tenho e, provavelmente, nunca terei. Tenho certeza de que me arrependeria de qualquer tatuagem assim que levasse a última agulhada. 

14. Qual foi a última coisa que você pesquisou no Google?
O endereço de uma papelaria.

15. Qual a sua maneira de ser egoísta?
Tenho uma tendência a ser chantagista emocional. Não me julguem. Não é culpa minha, é culpa do meu signo. Desculpem.

Ah, eu não gosto de dividir comida. Juliana doesn´t share food!

16. O que demora demais?
Ver filmes no cinema. Me dá um desespero passar 2 horas sentada, olhando pra frente. Cinemas com botão de pausa, faz favor!

17. A última vez em que você ficou acordada durante a noite toda…
Quarta passada. A insônia me ama.

18. Qual comida que todo mundo ama mas que você odeia?
Bolo. Não gostar de bolo me torna uma pária da sociedade. 


19. O que você está vestindo agora? O que essa roupa diz sobre você?
Um vestido. Essa roupa diz: " Juliana tá com calor!"

20. Já fez amigos ou se apaixonou por alguém que você conheceu pela internet?
Em que outro lugar a gente consegue conhecer gente legal se não for na internet? Aliás, esse blog me permitiu conhecer pessoas com as quais eu nunca esbarraria na vida. Já fiz amigos por aqui, agora só falta me apaixonar. Candidatos, deixem comentários sedutores!

22. Qual foi a primeira coisa que você comprou com seu dinheiro?
Com o dinheiro do estágio do Ensino Médio, eu pagava o curso de inglês. Me senti muito adulta por isso; uma adulta muito pobre porque o dinheiro não dava pra mais nada.

23. O que tem na sua prateleira?
Minha prateleira no momento está em processo de pintura.

24. Como você se acalma depois de um dia estressante?
Falando feito uma matraca.

25. Escreva sobre algo que você quebrou…
Eu quebrei o desencaroçador de azeitonas ao tentar quebrar uma noz no lugar errado.
Exercício para casa: 
Aponte na figura o desencaroçador de azeitona e o quebra-nozes. Em seguida, disserte sobre o risco de enfiar uma noz no desencaroçador.

26. O que você mais gosta de comer no café da manhã?
Iogurte e pão com manteiga

27. Como quer que sua vida de aposentada seja?
Saudável

28. O que você leva em consideração ao votar em um partido político?
Eu não sei votar em partidos. Não entendo nada de política.

29. A religião é um fator importante na sua vida? Por quê?
Não, porque eu já fui uma péssima religiosa.

30. Como está sua casa agora, limpa, suja?
Precisando de uma boa varrida.

31. Você não economiza quando o assunto é…
Não sou de esbanjar dinheiro.

32. Você separa o lixo para reciclagem?
Não. /o\

33. Sua sobremesa favorita?
Sorvete de chocolate

Adoro perguntinhas!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

De saia branca costumeira

Quando eu era menina, jurava que  Sá Marina era eu:




Roda pela vida afora
E põe prá fora esta alegria
Dança que amanhece o dia
Pra se cantar


Está em cartaz aqui no Rio um musical sobre a vida do Simonal. Eu vi duas vezes e veria uma terceira vez se o ingresso não fosse tão caro.