terça-feira, 12 de maio de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Brincando de resenhar : Rizzoli & Isles
Tô apaixonada pelos livros da série Rizzoli e Isles, da Tess Gerritsen, e quero que vocês se apaixonem também.
Cliquem no play, aí, gente!
* eu sigo hesitante e apressada
* repetirei a palavra "estereótipo" umas 317 vezes.
*o segundo livro é O Dominador.
*o canal da Denise é esse aqui ó: Cem anos de literatura - Denise Mercedes. Mas eu me dei conta de que na verdade foi esse post do blog dela que chamou minha atenção pra série.
* Silvana é a minha roommate.
Cliquem no play, aí, gente!
* eu sigo hesitante e apressada
* repetirei a palavra "estereótipo" umas 317 vezes.
*o segundo livro é O Dominador.
*o canal da Denise é esse aqui ó: Cem anos de literatura - Denise Mercedes. Mas eu me dei conta de que na verdade foi esse post do blog dela que chamou minha atenção pra série.
* Silvana é a minha roommate.
Esse blog era tão melhor em 2012. Eu não era uma pessoa melhor nem 2012 foi um ano memorável, mas o blog certamente era mais bacana.
Eu queria ser a blogueira que eu era em 2012. Ignorem os posts de 2015, gente! Vão lá no arquivo e leiam o que escrevi há 3 anos.
****
Se eu escrevo no celular (como agora), há 150% de chance de o post ficar uma bosta.
Fora que o App do Blogger não tem o recurso de alinhar o texto. Fica tudo recuado à esquerda. Que desespero! Odeio posts recuados à esquerda.
***
Dia desses, eu li um post da Maeve em que havia uma observação pequenininha no final, dizendo que ela sentia falta de as pessoas perguntarem por que ela estava escrevendo tão pouco no blog. Eu interpretei essa afirmação como sintoma de algo que tb sinto: uma crise provocada pela falta de comentários nos posts. Muito me identifiquei com a Maeve.
Pois bem, num mundo ideal, eu teria deixado um comentário dizendo que sinto mesmo falta de mais posts dela, que leio tudo que ela escreve assim que vejo atualização. No mundo real, li o post, adorei, continuarei lendo o blog da Maeve, mas não deixei nenhum comentário. Eu dificilmente deixo comentários nos blogs. Quanto mais gosto de um blog, menos comentários eu deixo. Eu nunca tenho o que dizer sobre nada, imagina sobre um texto tão legal que a pessoa disse tudo.
Gosto de acreditar que vocês são como eu. To imaginando vcs lendo esse post silenciosamente, depois fechando a página e pensando: gosto tanto do Fina Flor, tomara que a Ju escreva logo outro post pra eu voltar aqui.
Não decepcionem a minha imaginação, por favor!
***
O blog tem essa página no facebook, cujo link tá aí do lado, e, dentre as pessoas que curtiram a página, há alguém que tem um nome composto formado pelo meu nome e o nome da minha mãe. Eu acho tão incrível que exista alguém com o nome assim. Minha mãe ia gostar de saber da existência dessa porque nossos nomes foram primeiro os nomes das avós dela.
Vou contar pra minha mãe!
***
Assim que publicar esse post, vou abrir o Blogger no computador e alinhar o texto. Não consigo me concentrar na vida se tiver um texto desalinhado no Fina Flor.
Não fica melhor tudo alinhadinho?
Fica sim!
domingo, 3 de maio de 2015
Ainda sobre semelhanças
Entrei na sala dos professores e minha colega disse:
- Você assim, entrando, de longe, pareceu um pouco com a K.
E eu me dei conta de que o post anterior está incompleto. K. é a minha chefe, e a frase que eu mais ouço no trabalho é " eu pensei que fosse a K." Minha chefe e eu temos em comum a cor da pele, o tipo de cabelo e nada mais. Ela é uns 20 anos mais velha, eu sou 20 quilos mais gorda. Somos muito diferentes. Mas os alunos vivem me confundindo com ela, especialmente quando tão subindo as escadas, fazendo merda.
- Ih, lá vem K. ! Corre!
E saem todos desembestados escada acima. Ninguém quer que a diretora te veja brincando de lutinha nos degraus do terceiro andar, então todo mundo corre quando aparece o vulto de uma mulher de pele escura e cabelo preto e curto. Mas sempre tem um mais atento que percebe que aquele vulto é mais encorpado, que a voz que tá brigando é mais aguda:
- Não é a K., não! É só aquela professora de português.
Só aquela professora de português!
Que bom que a minha autoestima está em dia, né?
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Minha cara
Sempre acontece. Alguém chega perto de mim e diz: nossa, você é igualzinha à minha prima/vizinha/colega ou à irmã da enteada do meu avô. Ouço também: Você é irmã/prima/ sobrinha/ qualquer parente da (do) fulaninha (o)? Ouço tanto que já tenho resposta no automático. Não, eu não tenho irmãos de sexo nenhum e não me pareço com nenhum parente meu. E eu não pareço mesmo com os meus parentes mais próximos. Eu não me pareço com a minha mãe.
( não tô sabendo organizar esse post em parágrafos decentes, então vou abrir um outro parágrafo agora porque ninguém merece um blocão enorme de texto)
Alíás, se estiverem 3 mulheres numa sala, todas com a mesma idade da minha mãe, e eu pedir que apontem quem é a minha mãe, tenho certeza de que vão indicar a pessoa errada. Já aconteceu! Quer dizer, não aconteceu, nunca fiz esse experimento. Mas já aconteceu assim: minha mãe e eu fazíamos parte de um grupo. Esse grupo se via toda semana. Eu não ficava perto da minha mãe quando o grupo se reunia, ficava perto das minhas amigas porque era mais legal ficar perto delas. Passei uns 3 anos nesse grupo. Durante uns dois anos, as pessoas achavam que eu era filha da moça que sentava do lado da minha mãe. Descobri isso num dia em que falei uma coisa óbvia tipo " peraê que vou perguntar pra minha mãe" e fiz a pergunta pra pessoa sentada ao lado daquela que todo mundo achava que era minha mãe. Uma maluquice!
As pessoas me achavam parecida com a minha vó. Eu nunca achei. Quer dizer, numas fotos minhas lá pelos 6, 7 anos, até vejo umas semelhanças. Mas depois fiquei tão grande e bochechuda que não consigo mais ver semelhança entre mim e a figura pequena da minha vó. A gente tinha vozes parecidas ao telefone, as pessoas confundiam. As pessoas achavam minha mãe em minha vó parecidas. Nunca achei. Minha vó era igualzinha à irmã mais nova dela. Tão parecida que eu me assustava de ver a cara da minha vó no corpo de alguém com um jeito tão diferente. Olhar pra minha tia era como olhar pra uma versão meio desconfigurada da minha vó. Já a outra irmã tem o cabelo e a personalidade bem parecidos com os da minha vó, então todo mundo dizia que eram idênticas, mas nunca foram. As pessoas se deixam influenciar por um corte de cabelo.
( Vou abrir um outro parágrafo. Ainda tô falando da mesma coisa, mas vocês vão sentir falta de um link entre o parágrafo aí de cima e esse novo. Devia ter rolado aquela coisa de articular as partes do texto, mas não rolou!)
As pessoas me achavam parecida com a minha vó. Eu nunca achei. Quer dizer, numas fotos minhas lá pelos 6, 7 anos, até vejo umas semelhanças. Mas depois fiquei tão grande e bochechuda que não consigo mais ver semelhança entre mim e a figura pequena da minha vó. A gente tinha vozes parecidas ao telefone, as pessoas confundiam. As pessoas achavam minha mãe em minha vó parecidas. Nunca achei. Minha vó era igualzinha à irmã mais nova dela. Tão parecida que eu me assustava de ver a cara da minha vó no corpo de alguém com um jeito tão diferente. Olhar pra minha tia era como olhar pra uma versão meio desconfigurada da minha vó. Já a outra irmã tem o cabelo e a personalidade bem parecidos com os da minha vó, então todo mundo dizia que eram idênticas, mas nunca foram. As pessoas se deixam influenciar por um corte de cabelo.
( Vou abrir um outro parágrafo. Ainda tô falando da mesma coisa, mas vocês vão sentir falta de um link entre o parágrafo aí de cima e esse novo. Devia ter rolado aquela coisa de articular as partes do texto, mas não rolou!)
Acabei de lembrar de uma história aqui. Eu tava numa van, voltando do trabalho, quando uma mulher olhou pra mim e disse: "poxa, você não levou água lá em casa hoje? Ficamos sem água!" E eu com cara de "hã?". A mulher insistiu: " não lembrada de mim? Sou fulanete! Da rua X." Olha, moça, a senhora tá me confundindo com alguém. " Ué, você não é a menina lá do depósito de água?" Não, não sou! " Mas é igualzinha! Nossa! Muito igual!" tive que contar pra ela que eu trabalhava naquela escola ali atrás, que eu morava muito longe dali, que nunca vendi água pras pessoas. Sempre penso que numa dessas de " mas é igualzinha!" apanho na rua sem saber por quê. Seria bom ter uma cara menos comum. Seria mais seguro.
( coesão e coerência, mandaram um beijo pra esse post, mas, tudo bem, o importante é sentir vontade de escrever aqui e não largar pela metade!)
Pensei que precisava do conforto que só vem de comida e me veio à cabeça cenouras - raladinhas, com azeite, huuum... chego a sentir o cheiro. De onde tirei a ideia de que cenoura é comfort food?
Pensei em cenouras e em me enrolar na minha mantinha azul. Pensei em chorar um cadinho mais, depois levantar, ralar cenouras, fazer arroz fresco e comer quietinha. Emma deitada na sua caminha azul ali no canto da cozinha.
Pensei em muito silêncio e no gostinho de cenoura e azeite na boca.
terça-feira, 14 de abril de 2015
- O que você fez no cabelo?
- Penteei.
A pergunta foi feita pela colega. A resposta foi minha.
***
- Tá bonita! Você não vinha bonita assim quando dava aula pra gente!
A., 12 anos, minha ex-aluna. Nesse dia, eu tava usando brinco. Nunca lembro de botar brinco às 6h da manhã.
***
Meus sapatos nunca foram muito limpos, mas ficam piores quando uso no trabalho. Minhas horas na escola envolvem muitos pisões no pé, muitos mesmo. Não são pisões violentos, não chego nem a dar gritinhos ao sentir a pressão dos pezões juvenis sobre os meus. São mais esbarrões. Aquelas pessoas de 12 anos não sabem chegar perto de mim sem esbarrar na minha sapatilha rosa mais ou menos limpa. Olho pra baixo e vejo as marquinhas de tênis na ponta do meu pé. " Meu pé, toma cuidado com meu pé!" Acho que vou fazer uma plaquinha. É uma ideia, hein!
Uma professora horrorosa que tive na faculdade tinha alertado que as pessoas do sexto ano são adeptas do contato físico. São abraços, beijos, um cutucão no cotovelo, um esbarrão nas costas. A professora falava como se tudo isso fosse uma tortura.
Essas pessoas não conseguem ficar na tua frente quietas. Falam e puxam tua blusa. Falam e se apoiam na teu ombro. Falam e testam a capacidade
de extensão do teu cabelo. " Teu cabelo esticaaaa, professora! E, se soltar, enrola de novo!" E nisso as mechas puxadas nunca voltam pro lugar em que cuidadosamente as coloquei de manhã. Eu prefiro que não mexam no meu cabelo, sabe.
***
Antes do almoço, lavo as mãos e uma aguinha preta escorre delas. Tinta da caneta pilot. Só não odeio mais a caneta pilot pq usei giz por um ano e nada pode ser pior que sair de uma sala de aula com a roupa cheia de giz.
***
Eu gosto dos abraços que recebo na escola. Não são torturantes. Muitas vezes são os únicos que recebo na semana toda.
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